Análise: Hakuna Matata

setembro 28, 2009
Que zebra bonitinha!

Que zebra bonitinha!

Bem, temos aqui um game de um estilo nada convencional. Afrika, na versão japonesa, ou Hakuna Matata, na versão asiática, é um game de exploração e aventura pela savana africana, mais ou menos na área quem compreende a conhecida África Subsaariana, tão famosa pelos seus problemas sociais, até mais que em razão dos leões e zebras, atualmente. O fato é que o jogador é colocado no meio da savana entremeada de pântanos, lagos e alguns desertinhos, com o objetivo de fotografar a fauna local. Hakuna Matata é um game de exploração e fotografia, produzido pela Rhino Studios e editado pela SCEJ e licenciado pela National Geographic.

Você poderá controlar dois personagens no modo “Safari”, quais sejam, Anna, uma bióloga americana, ou Eric, um fotógrafo francês. A perspectiva pode se dar tanto em 3º pessoa como em 1º. O personagem pode andar em pé ou meio agachado e os controles se parecem muito com o de um tps sem cover, com o já conhecido mirar e atirar, mas dessa vez, o tiro na verdade é uma foto.

Não é uma girafa qualquer, ela está tomando água!

Mas, não é tão simples assim. As fotos, na verdade, são encomendadas por várias instituições, tanto de pesquisa, como da imprensa, e alguns pedidos são bem específicos, como por exemplo, fotografar uma girafa tomando água, ou ainda, fotografar o macho alfa da manada de elefantes. Assim, conseguindo a foto, você a envia para a tal instituição, respondendo o e-mail, e ganha uma recompensa que dependerá de quatro fatores: Ângulo, Distância, Técnica e Foco. Quão mais perfeita for a foto, uma classificada como “A”, por exemplo, maior será o pagamento, do contrário, a quantia diminui.

É bom ser esperto, ser atacado é perder todo serviço. Stealth puro!

Tirar boas fotos depende de duas variáveis: o fotógrafo e o equipamento. No início do game é difícil tirar boas fotos, pois as duas variáveis são péssimas (pelo menos foi assim comigo hehe), tanto a câmera é uma droguinha assim como eu era ruim demais. Mas, com o passar do tempo, você vai se acostumando com o comportamento dos bichos e vai dando uma de Snake, ou Sam Fisher, tanto faz, e consegue se aproximar mais, buscando melhores ângulos, focos e distâncias. E, ajustando o efeito adequado na câmera, tanto de iluminação, ou até captação de movimento, você conseguirá uma boa técnica. Isso se eu bem entendi o critério de avaliação, mas, provável que seja isso mesmo. (Qualquer objeção por maior conhecimento sobre o game, não se sinta acanhado(a) em se manifestar e explicar melhor esses critérios de “ângulo”, “distância” e Cia.)

Dirigindo entre zebras

Dirigindo entre zebras

O game é bem recompensador. No inicio o guia da reserva é quem dirige o jipe, mas rapidamente já se tem acesso à direção, e você estará livre a vagar pela savana junto com seu companheiro (E, não… Não tem como atropelar os bichos, se quiser atropelar alguma coisa, vá jogar GTA). Também é possível comprar vários instrumentos com a grana das fotos, como novas lentes com melhor zoom, novas câmeras, e novos dispositivos de armazenamento, enfim, tudo para facilitar seu trabalho e melhorar a qualidade das fotos. Ainda cada novo animal fotografado é adicionado um perfil a seu respeito no modo “GeoAfrika”, uma espécie de enciclopédia virtual repleta de fotos belíssimas selecionadas entre as melhores da National Geographic, uma breve descrição sobre o bicho, como seu tamanho, peso, traços comportamentais, etc. Sua modelagem tridimensional, que imita fielmente a realidade, e alguns filminhos sobre o animal.

Outro fator interessante é a possibilidade certos minigames em que se fotografa caçadas. A dramaticidade é alta. O game de fato alcança o mesmo grau de imersão que os excelentes documentários da National Geographic e Discovery apresentam, com o aditivo de que dessa vez, você é o fotógrafo. Outro fator bem legal é a possibilidade de se participar de compeonatinhos tipo “melhor foto” na PSN. Você envia uma foto determinada e compete, se ganhar, sinta-se lisonjeado!

O único ponto realmente fraco do jogo é a retratação da flora africana. Tudo que foi utilizado de esmero e capricho na modelagem dos animais e até seus comportamentos, principalmente estes últimos, foi deixado de lado no desenho da vegetação. Quando se está apenas avistando panoramicamente a paisagem, até que não se vê defeito algum, mas, quando você se aproximar de alguma moita, ou mirar a câmera na folhagem de alguma árvore, verá que essas folhagens parecem papel mesmo. Esqueça toda a beleza do matinho de Uncharted, aqui a coisa é bem meia boca.

No entanto, a vista panorâmica estonteante e os animais que se comportam como se fossem animais reais compensam essa falha da vegetação. No fim das contas, jogar é divertido e tirar uma boa foto dá praticamente o mesmo prazer de acertar um headshot. Ainda mais quando o objetivo é tirar uma boa foto de um bicho perigoso, como hipopótamo, rinoceronte, ou o temido leão.

A vista panorâmica é de fato bela.

Bem, o game não tem enredo, mas a trilha sonora é fantástica. Vale baixar e dar um conferida, é de fato excelente, indescritível a qualidade. Os sons da natureza então, são exemplos de verossimilhança, pois de fato são como retirados de um documentário, desde o som ambiente, como os ruídos produzidos por animais determinados e certas situações.

Se você quer um game para dar uma relaxada, parar de ficar atirando e batendo em pobres npc’s que aparecem na tela, então de uma chance a Hakuna Matata, pois realmente vale o tempo de jogatina. Você perceberá que vai querer continuar tirando novas fotos, melhorando sua técnica e abrindo novas informações no GeoAfrica, dentre elas simplesmente a nata das fotos da National Geographic. Um arcabouço documental imperdível.

E, lembre-se… Você é muito mais do que aquilo que você joga. Jogar games violentos não irá torná-lo um cara durão. Se você quer de fato ser violento, então faça um curso de tiro, vá para academia malhar e aprenda a lutar. Ficar jogando Gears não vai resolver seu problema hehe!

Gráficos: 7,5

Som: 10,0

Jogabilidade: 9,0

Média: 8,5


Análise de inFamous

setembro 10, 2009

Basicamente,  na grande maioria dos games o jogador é colocado na pele de um herói com o objetivo de salvar o dia. Não se pode dizer que em inFamous o jogador não é colocado para controlar um cara com super-poderes cósmicos fenomenais. Não, em inFamous, você irá vai viver a história de um tipo desses, mas poderá escolher qual caminho tomar: O BEM, ou O MAL, podendo ser um Herói ou um Algoz, dependendo de quais missões participar. inFamous é um sandbox de super herói, algo como um jogo de ação, feito pela Sucker Punch (a mesma que fez Sly), exclusivo para PS3.

A vista de Empire City.

A vista de Empire City.

Os "filminhos" em inFamous

O início do game apresenta uma explosão, e um cara no meio da cratera, em um desenho estilizado, flagrantemente inspirado nos “filminhos” de MGS Portable Ops. O  início é muito simples: Cole é um “officeboy” que foi contratado pra entregar uma encomenda, que acabou explodindo e destruindo metade de Empire City, matando muitas pessoas (entre elas a namorada do protagonista) e produzindo “mutações” e doenças na população local (uma mutação pegou o protagonista). O cenário é de desolação e abandono, pois o Poder Público se foi junto com o asfalto, ficando somente a desordem e uma cratera enorme hehe. A sociedade das ilhas foi isolada e ninguém mais pôde sair para o continente, facções foram criadas e o maior perigo ficou por conta dos Reapers, uns populares que ficaram malucos em razão, aparentemente, da explosão (saberemos, depois, que esse não é o motivo imediato da loucura dos reapers). Enfim, este é o panorama INICIAL.

Cole aqui parece ser um mal caráter de olhos juntos.

Cole aqui parece ser um mal caráter de olhos juntos.

inFamous é um sandbox, como GTA, mas o jogo é muito mais divertido que GTA4, ao menos na minha opinião. Digo isso pois é sempre mais legal sair escalando paredes como o homem aranha e soltar raios como o Rainden (caso você goste de Mortal Kombat), ou como Zeus (se você for fã de God of War) ou até como o Shoker (caso você seja um fã incondicional de Spider-Man hehe). O desenrolar do jogo dentro da sandbox se dá todo na base de missões de enredo, que não se diferenciam muito das sidemissions, pois há uma ligação muito forte entre as missões-de-enredo com as sidemissions, pois ambas têm razões semelhantes e concernentes ao seu alinhamento maniqueísta (Não entendeu? As missões têm sempre as mesmas razões de existência, dependendo de seu alinhamento ao bem ou ao mal. Agora entendeu.). Há muita variedade de missões, muitas mesmo, tanto que até missões stealth o jogo tem.

Isso sim é surf ferroviário.

Isso sim é surf ferroviário.

A movimentação do personagem é totalmente livre pela cidade, e ele é profissional em le parkour e escalada. Se pá, deve ser um dos descendentes do Altair. Como em Assassins Creed, o personagem anda, corre, pula, escala, surfa (nos trilhos ou em fios) e até voa, tudo livremente por todo o cenário. Várias dessas maneiras de locomoção são poderes que o personagem vai ganhando, assim como os “tiros” de raios (inclusive sniper), pulos-bomba eletrificados, cura (caso você seja um bom mocinho), “suga-vida” (caso você seja um menino mal), e até um empurrão (que não é da Força) bem parecido com o do Aprendiz (de TFU, não daquele programa da Record). O jogador pode comprar esses poderes (ou evoluí-los) com os pontos de experiência  que ganha passando missões e derrotando inimigos. Essa evolução é necessária, pois o desafio do game aumenta muito conforme o jogo se desenvolve. Caso você seja um mão de vaca, simplesmente não haverá como matar certos chefes, que sempre proporcionam batalhas super excitantes. A única deficiência insanável do personagem é não poder passar nem perto de água hehe.

Os gráficos são bons. Confesso que não entendo muito de gráficos, mas, pelo tamanho do cenário bem detalhado e a drawdistance do game, não há como reclamar muito. Por vezes podemos observar algumas partes pixeladas, mas, os efeitos de eletricidade, explosões e até de calor são muito bem feitos, e bonitos. Os populares são variados e reagem bem convincentemente na presença do herói (ou do vilão) e de certos perigos. No entanto, o que não tem como não falar é a mais perfeita animação de queda já feita em um jogo. Se vocês ficaram boquiabertos com Altair saltando da torre daquela mesquita em Damasco, não vão achar nada demais esse grande salto depois de verem Cole pulando de um prédio. O efeito é tão bem feito que dá frio na barriga MESMO, pelo menos em 5/5 dos cobaias (três deles nem videogame têm, gostam só de PES) que pedi para pularem do predinho para ver se sentiam a mesma sensação que tive.

Os efeitos sonoros são bons, só isso. A trilha sonora é legalzinha, mas nem tanto. O que interessa é que ambos são bem pertinentes aos momentos dos games.

Opiniões à parte, o único fato é o jogo ser IMPERDÍVEL. Se você gosta de uma boa história, o game é muito competente nesse ponto, pois o enredo é de fato muito instigante. No entanto, se você só quer ver o circo pegar fogo, também o jogo serve muito bem, pois a jogabilidade quase não tem defeito, e sempre há o que fazer, muita coisa pra fazer, aliás. Independente do seu ismo, inFamous merece ser jogado, pois não é sempre que encontramos um jogo de ação com TPS misturado com platformer hehe.

NOTAS:

Enredo: 9,0

Jogabilidade: 10,0

Som: 9,0

Gráficos: 8,5

MÉDIA: 9,0

 Desculpem-me algum erro de inglês ou português. OBRIGADO POR LEREM!!!


De leigo para leigo – Análise de Neverwinter Nights 2

julho 29, 2009
Caixinha de Neverwinter Nights 2

Caixinha de Neverwinter Nights 2

Tenho certeza que 5 em cada 10 gamers, se escutarem ou lerem a abreviação RPG, a primeira coisa que virá às suas cabeças será uma bandeira branca com uma bola vermelha bem no meio dela. Três desses gamers vão imaginar uma Rocket-propelled Granade, e apenas um vai se lembrar de algo parecido com The Elder Scrolls ou Diablo, apesar da “famosidade” principalmente desse segundo grande game.  No entanto, muito poucos vão se lembrar de Neverwinter Nights, que é um dos melhores games de rpg já feitos.

Isso é resultado do quase monopólio que se criou sobre os RPG’s, gênero dominado quase que totalmente pelos japas, que sempre fizeram trabalhos excelentes. Não dá pra negar que Final Fantasy é fantástico, Dragon Quest é monstruoso e Star Ocean é um mar de brilho não só dentro do gênero dos RPG’s, mas também dentre todos os games, já que são tidos como exemplos de como “fazer” jogos de modo a desenvolver todas as potencialidades que um game pode ter.

Apesar disso, os desenvolvedores norte-americanos e europeus, vendo esses japoneses rachando de ganhar dinheiro, também começaram a investir neste ramo gamístico e, depois de The Elder Scroll e Diablo – que não alcançavam de modo algum a qualidade atingida por esses clássicos japoneses, como DQVII, Xenogears e FFVII - finalmente conseguiram fazer RPG’s bons-pra-caramba, como Diablo II, Morrowind e Neverwinter Nights, este com certeza o mais completo e complexo de todos eles. Pois Neverwinter Nights 2 é sucessor do primeiro game, e continua sendo um RPG com batalhas em tempo real baseado em D&D, agora produzido pela Obsidian, e editado pela Atari, bem como mantendo a mesma qualidade de seu predecessor.

NwN2 é baseado em D&D não só em seu enredo, design de personagens e paisagens, enfim, o que caracteriza de fato o jogo é a mecânica de batalha que utiliza-se do mesmo sistema de agilidade, defesa, ataque, força de vontade, resistência, etc., utilizado nos joguinhos da Wizards of the Coast. Assim, quando se joga Neverwinter 2, na verdade se está jogando D&D com o seu PC jogando dados para você, em que seu personagem terá uma “sorte” pré-determinada que influenciará no resultado final. A versão utilizada no game é a de D&D 3.5, com aquele dadinho de 20 lados usado para ataques, utilização de perícias e coisas do tipo. Enfim, vai ser o pc que vai jogar os dados virtualmente mesmo.

Alguns exemplos de guerreiros em NwN2.

Na ordem: Conan, Prof. Charles Xavier, Frodo e Diana da Caverna do Dragão.

É o jogador quem deve construir seu personagem do modo como bem entender, mais ou menos como vemos em Oblivion e Fallout 3, figurinhas conhecidíssimas pela galerinha, mas aqui, a coisa é mais detalhada e poderá ser exercida de modo mais profundo e dedicado. Existem SETE raças que se desdobram em várias sub-raças: Humanos; Planetouched, mestiços de homens e anjos ou demônios (Aasimar, que tem sangue de anjo, e Tiefling, com sangue de demônios); Elfos (Elfo da Lua, Elfo Negro, Elfo do Sol e Elfo da Floresta); Anões (Anão do Escudo, Anão Dourado e Anão Cinzento); Gnomos (Gnomo das Rochas e Gnomo das Profundezas); Halflings (Halfling Pés Ligeiros e Halfling Austéro); Meio-Efos; e Meio-Orcs. cada uma dessas raças e sub-raças possuem características únicas e, apesar da liberdade de escolha na montagem do personagem, é muito mais fácil e eficiente conseguir tornar um Wood-Elf um Arcane Archer, que um Moon-Elf, carinha que seria bem melhor como um Arcane Trickster.

Um duelista!

Um duelista!

As classes de personagens também são numerosas, e o mais interessante é a possibilidade de evoluí-las para as chamadas Classes de Prestígio. Assim, temos doze classes iniciais para escolher: Bárbaro, Bardo, Clérigo, Druida, Guerreiro, Monge, Paladino, Ranger, Ladino, Feiticeiro, Bruxo e Mago. Essas classes, por sua vez, podem, se o jogador quiser, evoluir para as seguintes Classes de Prestígio: Arqueiro Arcano, Trapaceiro Arcano, Assassino, Algoz, Campeão Divino, Duelista, Anão Defensor, Cavaleiro Arcano, Bárbaro Frenético, Agente Harpista, Discípulo do Dragão Vermelho, Mestre Pálido, Ladrão Sombrio de Amn, Dançarino das Sombras, Devoto da Guerra e Mestre das Armas. UFAAA. Essas dezesseis Classes de Prestígio são as que possuem os melhores poderes, e são resultado do caráter do personagem, de sua raça e de suas perícias e talentos. É muita coisa.
King of Shadows e o feiticeiro.

King of Shadows e o feiticeiro.

Bem, então é só você escolher a raça que lhe agrada, a classe com a qual tem mais afinidade e depois evoluir seu personagem até que ele vire um guerreiro lendário, pois é o que está planejado no enredo. A historinha de NwN2 não tem nada demais, é a típica aventura de um órfão criado por elfos que acaba tendo sua vila, localizada em Sword Coast – Faerûn, atacada por uma força desconhecida e sombria. A bola da vez é o King of Shadows, que quer tornar o mundo uma grande e escura noite. Em linhas bem gerais (porque não tem base ficar contando detalhe de enredo, ainda mais de um RPG), o jogador começa o game sem a mínima noção da periculosidade dos acontecimentos, lá pelo meio do game descobre que está diante praticamente do apocalipse, caso não derrote o bruxo maldito que quer ressuscitar o bicho, e lá pelos finalmentes, tem a opção de ajudar o bem ou o mal. Dentro dessa Quest principal existe a opção de fazer várias outras missões paralelas, só pra dar uma descontraída, mais ou menos como ocorre com Oblivion e Fallout 3.

O mais legal e interessante, além do desenvolvimento ultra detalhado do personagem, é que o jogador ganha prestígio e fama durante o jogo, ganhando até um título de nobreza que lhe dará a oportunidade de comandar um castelo todo. Com isso, o personagem poderá recrutar outros NPC’s e montar um exército particular (mais ou menos como em Dragonshard, não como em Total War hehe) para fazer quase tudo o que quiser: ser um cara neutro, ou bondoso como um anjo, e até um demônio encarnado, uma ameaça maior que o próprio King of Shadows.

O mundo de Neverwinter Nights.

O mundo de Neverwinter Nights.

Os controles são exercidos primordialmente pelo mouse, com três tipos de câmeras (exploração, que é panorâmica; estratégica, ideal para controlar vários personagens em alguma batalha, mas só passa a ser mais utilizada quando se consegue o castelo; e individual, em que o jogador controla o personagem como em um misto de FFXII e TPS’s, podendo olhar pra todo o canto e andar usando W-A-S-D) e para quem está acostumado com PC’s, não há grandes problemas ou desconfortos. Os gráficos dependem muito da “força” do PC, mas, o jogo é bem pesadinho e só com um PC top é possível jogá-lo com gráficos excelentes,  mas, como a arte de Neverwinter Nights 2 é toda baseada em D&D, mesmo jogando ”no médio”, o game é bonito, então não tenho como falar mal, a não ser por algumas animações meio estranhas. A trilha sonora é excelente, com músicas à Senhor dos Anéis e uma dublagem competente, sem esquisitices ou coisas do gênero. Só posso dizer que, definitivamente, é um jogo que vale muito a pena em razão de sua riqueza de detalhes e fidelidade ao sistema e estilo D&D, além, é claro, dos gráficos bons, enredo cativante, ainda que simples, e sonoridade apurada. É um símbolo para o gênero. Obrigado por lerem e desculpem algum erro de português!
 
 
Nota:
 
Gráficos: 9,0
 
Som: 10,0
 
Jogabilidade: 8,5
 
Enredo: 8,5
 
Média: 9,0
 
Observação 1: Esta modesta análise (se é que assim pode ser chamada) trata somente a respeito da quest original do game. As expansões Mask of the Betrayer, Storm of Zehir e Mysteries of Westgate eu não tenho hehe. O máximo que eu faço é atualizar o game. Aliás, em razão de uma atualização, pouco tempo depois de escrever isso aqui, vi que surgiu mais uma classe de prestígio chamada Neverwinter Nine, dando ao todo, então, 17 Classes de Prestígio. Não sei quando ela foi inserida pois já fazia alguns meses que não atualizava. Enfim, é isso. Qualquer coisa eu volto fazendo um aditamento hehehe…
 
Observação 2: Minha próxima análise vai demorar um pouco (não vai ser quarta que vem, nem na outra, e acho que nem daqui um mês, pois será sobre The Witcher, um jogo polonês, e eu ainda estou no começo do game, e não tenho muito tempo de jogar hehe. Mas, o jogo é tão bom que me fez comprar os dois livros sobre a história do protagonista, Geralt Rivia. Só sei dizer que o game é muito foda mesmo, pelo menos até agora. Mas sei que dificilmente vou me decepcionar. Então quando eu terminar, eu escrevo a análise sobre o game.

Análise: Battlefield – Bad Company

julho 23, 2009
Box de Battlefield - Bad Company

Box de Battlefield - Bad Company

Quando olhamos para as caixinhas com imagens de militares em posição de ataque, ou defesa, ou armas de fogo, ou qualquer outra coisa que atire projéteis que não são flechas, temos a certeza que se trata de mais um joguinho de guerra. Assim, logo já imaginamos que entraremos na pele de um soldado ou oficial honrado, mais rápido que os outros, mais inteligente que os outros (e até mais sortudo que os outros, né Cortana), cheio de abilidades e até poderes especiais, membro de uma Força de Operações Especiais incumbida de salvar o mundo dos terroristas, ou dos nazistas, ou dos japoneses, ou de seres extraterrestres, e até de seres extraterrestres que se fundem com humanos formando uma nova raça ameaçadora.

Certo. Apesar do smile no pino da granada, e do nome estranho para um jogo de guerra, quem olha para a caixinha de Bad Company e vê aqueles quatro seres ao fundo, com pose de missão cumprida, até pode ser levado a achar que se trata de um jogo militar convencional, que conta a história de um soldado como o supra-citado (supra-citado? O que tem a ver isso com o Supra?) que quer salvar sem nem mesmo se importar com a própria vida. Logo já digo: quem teve essa impressão, errou hehe. É o que veremos nessa singela análise sobre Bad Company, um FPS de guerra feito pela Digital Illusions e editado pela Eletronic Arts.

Battlefield – Bad Company não destoa muito, em seu modo de jogar, de outros FPS’s e é muito semelhante a games como Call of Duty – Modern Warfare e Halo 3. A diferença é que o personagem não tem tanta mobilidade como em CoD4 e, muito menos, Halo 3 (mesmo porque o Master Chief é um super soldado mesmo). Assim, Marlow, seu personagem, não corre muito, não pula alto e não tem nenhum tipo de habilidade especial além da facilidade em manejar vários tipos de armas, desde fuzis até rifles de mira telescópica, com um modo de andar e correr mais ou menos parecido com o de Killzone 2, lançado posteriormente.

Um ponto em que se deve chamar a atenção é justamente as armas. Como na maioria dos games dessa temática realista, as armas são realistas. No entanto, o modo em que elas são disponibilizadas é muito equilibrado, assim, elas vêm sempre em uma espécie de “kit”, como um “kit” sniper, um “kit” rifleman, um “kit” tanque-com-pernas, que, coincedentemente, é uma classe de personagem.

Enfim, cada um desses “kits” vêm com duas armas, uma primária e outra secundária: um fuzil com um lança-granadas, ou um fuzil com granadas de mão, ou um rifle com mira telescópica e uma pistola. Cada “kit” exigirá uma estratégia de jogo diferente, e acaba impedindo que o jogador vire um Snake, que guarda suas dezenas de armas não se sabe onde… Mas, não. Em Bad Company Marlow tem seu fuzil, suas granadas e uma faca, dentro das variações de “kits”.

A saúde do personagem é medida do modo clássico: de Zero a 100. Como no bom e velho Doom, em que não existia nada dessa parada de regeneração. Óbvio que sem o “poder de regeneração” de Call of Duty, Killzone , Resistance e Halo, Bad Company teria tudo para ser um inferninho para os jogadores em razão da dificuldade exagerada em certos pontos. Ficar dependendo de maletinhas de pronto-socorros perdidas no meio de uma guerra não é nada cômodo. Então, surge a salvação: uma seringuinha mágica que recupera toda saúde do jogador. E não é só isso, pois além desse remedinho, o jogador ainda pode carregar, no mesmo bolso, um outro instrumento útil, como C4, ou um “consertador” de carros ou tanques, rpg, laser de artilharia, e outras coisinhas básicas.

O multiplayer. Como não podendo ser diferente, é muito bom. Essa característica de Bad Company não nega a origem da série, que, como sabemos, nasceu como resposta a CS, implementando novas características tal o uso de veículos, iniciado por Halo CE. Em Bad Company, no entanto, encontramos um sistema de “jobs” muito desenvolvido. Quando eu descrevia os “kits” de armas, estava descrevendo justamente essas classes, com a diferença de que no multiplayer, não há como pegar conjuntinhos de armas. Quando se escolhe uma delas - assalto, demolição, reconhecimento, engenheiro e paramédico – é até a morte.

Veículos de Bad Company.

Escolhendo então seu kit predileto, você sai tocando o terror… Ou, é massacrado, o que geralmente acontece com todos, visto que as partidas são sempre uma… GUERRA, o caos instaurado, e isso é muito divertido. O jogador pode escolher um personagem mais adequado ao seu modo de jogar, ou pegar qualquer um, entrar em um tanque, helicoptero ou barco e sair atirando em todo mundo, até que alguém acerte um míssil em seus fundilhos. O principal modo, Gold Rush, na verdade, deve ser jogado de modo mais organizado, mas geralmente a galera só quer ver o circo pegar fogo e os ataques aos bauzinhos de ouro não são tão coordenados. Mas, existem os atacantes e os defensores, estes defendem as caixas, aqueles as destróem com o objetivo de ganhar território.

OFF – Expeirência própria no multiplayer: Quando estava jogando o mp de BFBC tive uma surpresa muito agradável em razão da possibilidade de as classes de personagens realmente agirem dentro de suas funções, não sendo algo apenas “formal”, como acontece em vários FPS’s em que essa divisão de função só se nota nas roupinhas dos persoagens. Eu sou muito medroso para jogar fps e odeio morrer, prefiro não matar ninguém mas sobreviver do que sair matando milhão e acabar virando uma peneira. Então depois de ter testado todas as classes só de zueira (apesar disso, deu pra sentir bem as características de cada uma, já que são marcantes), peguei firme em um sniper. Esse personagem é muito camuflado, e o cenário é repleto de arbustos e matinhos, o que me deu oportunidade de ficar escondido, invisível, só mirando e atirando no momento oportuno. Em uma partida que durou 10 minutos, eu matei apenas TRÊS inimigos, mas não morri nenhuma vez. Isso é até que rarinho nos mp dos fps’s atuais, mesmo em Killzone 2, que tem um dos melhores sistemas de classes, mas, provável que Bad Company, pela estrutura dos cenários e mesmo os kits, supera o multplayer de Killzone 2 em relação ao equilíbrio. Fim do OFF.

Armas e ouro... Precisa mais alguma coisa? É... Mulheres...

Este modo, Gold Rush, está intimamente ligado ao enredo, que é o diferencial do jogo. Pela primeira vez Battlefield ganha uma história, e não é das piores, aliás, é muito boa. Tudo gira em torno da saga do Batalhão 222 – B-Company, o lixão do exército, onde quem deveria estar preso, na verdade está em campo o.O – em uma caça ao tesouro. Os personagens, desde Marlow, até o Sargento Redford, são muito marcantes e únicos. Os dois malucos da tropa são Sweetwater, um nerdão inteligente pra caramba, mas meio inconsequente, e Haggard um cara que é nada mais que um piromaníaco que adora ver coisas explodindo, não importa quais. Esses quatro patetas, no meio de uma operação de guerra contra a Russia, descobrem que alguns mercenários estão sendo pagos em ouro, e, acabam descobrindo o carregamento hehe. Saem em uma busca desenfreiada para pegar esse ouro em uma história hilária, nos mesmo moldes do filme Três Reis, estrelado por George Clooney.

Marlow, Haggard, Sweetwater e Sarge, a B-Company.

Os gráficos de PS3 rodam a 720p e são bem realistas – provável que utilizaram alguns dos efeitos usados em Mass Effect, pois muitas vezes, os games acabam produzindo imagens parecidas. Eu não sou perito em gráficos, mas o game tem imagens bem realistas e bem feitas. O efeito de água não é visualmente tão bom quanto o de Bioshock, nem a iluminação realista como a de Killzone 2. O destaque fica por conta da destrutibilidade do cenário, mas nada perfeito como os trailers do jogo deixavam a entender, mas toda essa destruição talvez nem possa ser classificada na parte gráfica. Apesar de tudo, o cenário é infinitamente mais destrutível que todos os FPS’s citados até agora nessa análise.

Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada.

Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada.

Já o som é um show à parte, e contribui para uma imersão fora de série, tanto em razão da trilha sonora hollywoodiana, até a dublagem excelente e os sons de explosões, tiros e barulhos típicos de guerra que também dão um ar cinematográfico ímpar ao game.

Mas, chamo a atenção para o enredo não convencional. Este game, em uma comparação, poderia ser considerado como um “Nascido para matar” dos jogos dos FPS’s, visto que toma uma abordagem totalmente diferente da que estamos acostumados nesse estilo de jogo. No periodo de “Guerra Contra o Terror”, só o que pudemos jogar, não sem razão, foram games de guerra com temática grave e séria, em que os valores democráticos e a honra eram defendidos a todo custo, é o que vimos em games como CoD4, por exemplo. Mas o que Bad Company apresenta vai a contrario senso disso tudo, faz nada mais que descer a lenha nas forças armadas e nas guerras, que, no fim das contas, são mesmo coisas que existem por pura necessidade que os próprios homens criam. E, faz isso de modo tragicômico, o que é muito engraçado e ácido. Imperdível.

Jogabilidade: 9,0

Gráficos: 8,5

Som: 10,0

Enredo: 10,0

Média: 9,0

Obrigado por lerem. Desculpem algum (s) erro (s) de português hehehe


Análise: Valkyria Chronicles

julho 17, 2009
Procure por essa caixinha... Ela vai proporcionar boas horas de jogatina!

Procure por essa caixinha... Ela vai proporcionar boas horas de jogatina!

Apesar de hoje em dia existirem muitos games de guerra, a variedade com que o tema é explorado não é lá muito, como se diz, variável… Enfim, na temática guerra militar, em que o principal objetivo do game é eliminar o inimigo e cumprir a missão, de preferência mirando e atirando desde balas (de chumbo, não de açucar) até bombas no carinha que está com uma roupa de cor diferente, os jogos não “vareiam” muito em seus gêneros, e acabam ficando mais reduzidos a games de estratégia e, principalmente, shooters. É óbvio que existem exemplares de games de guerra que são shooters memoráveis, como Gears of War e Call of Duty, e alguns RTS’s que também são emblemáticos (gastei agora), como Comand & Conquer e Age of Empires, mas, a maioria das guerrinhas não desviam muito desses dois genêros.

Pelo que escrevi, tudo indica que existem algumas exceções. Uma delas é o jogo que será analisado logo abaixo. Seu nome é Valkyria Chronicles, um RPG tático produzido pela Sega.

Bem, Valkyria Chronicles é um jogo complexo, pois junta características de vários gêneros, resultando em algo único. Mistura o sistema de batalha de Worms 3D com evolução de potencialidades e armas, criando um RPG tático em que se mira nos inimigos, ou em tanques de combustível e qualquer outra coisa mais que possa explodir alguém. A jogabilidade do game é muito boa, e é necessário que se conheça bem seus soldados, o terreno e o inimigo, para tirar melhor proveito das situações (alguém lembrou daquele chinês maluco chamado Sun Tzu).

Existem cinco classes guerreiros: Batedores, leves e rápido que têm um campo de visão vasto, podendo ser usados na defesa; Fuzileiros, com uma mobilidade mais reduzida, mas poder de fogo e defesa desenvolvidos, também podendo ser defensores; Bazuqueiros, especialistas em destruir tanques com armamento pesado, o que os deixa lentos e vulneráveis aos batedores, fusileiros e francoatiradores, mas resistentes a explosões, mas somente podendo atacar; Engenheiros, que consertam tanques, desarmam minas e distribuem munição, possuindo ataque e defesa baixos, e também não podem defender; e Francoatiradores, que, são francoatiradores hehe, são frágeis e andam pouco, mas atiram de muito longe e causam um dano bem elevado quando acertam, mas, não defendem. E o tanque chamado Edelweiss, comandado por Ten. Welking e dirigido por Isara, sua irmã.

Este é o 7º Batalhão

Além disso, cada personagem tem traços de personalidade únicos (o Jahn, por exemplo, é homosexual assumido e tem alergia de pólem), amizades com outros membros do 7º Batalhão, e inimizades e preconceitos, como alguns soldados, a exemplo da Rosie, que odeia os darksens.

Ninguém fala mal da escolha de Jahn

Ninguém fala mal da escolha de Jahn

Os mapas onde ocorrem as batalhas são bem diversificados, de acordo com o desenrolar da história da guerra que se passa em vários territórios. Então encontraremos combates na zona rural, em cidades, desertos de dunas e penhascos, sempre com a adcional de aclives, declives, montes e morros, torres, ruinas e superfícies escaláveis com lugares estratégicos para o melhor posicionamento. Esse detalhamento do terreno contribui muito para o jogador montar sua estratégia de modo cuidadoso, colocando cada homem (ou mulher) certo no lugar certo e na hora certa e, como se não bastasse, com a pessoa certa. Tudo isso conta, e deixa Valkyria com um sabor especial para quem gosta de tática e estratégia, ainda mais se, no fim da batalha, você receber uma nota “A” pelo desempenho.

Mapa tático durante as batalha.

Mapa tático durante uma das batalhas.

Um típico darcsen com seu típico xale de darcsen..

Agora, por que eu recomendaria, de todo meu coração, este jogo a todos que sabem ler? É o enredo dele. A história, que é contada como em um livro, onde cada página é um capítulo, é justamente a parte mais interessante desse game, e o torna único.

A trama gira em torno da participação do Tenente Welkin, comandante do 7º Batalhão, e seus grandes feitos na Segunda Guerra Mundial, ops, na Segunda Guerra Européia, de acordo com o game. É claro que o enredo do game é uma paródia sobre os a 2ºGM no que tange seus preceitos básicos, como expancionismo e governos ditatoriais, com direito, inclusive, a “campos de concentração” para a raça dos Darcsens, um povo que não usa kippa, mas usa um xale todo especial e que os indentifica.

Esse é o mundo fictício de Valkyria Chronicles. Galia é aquela Belgica/Holanda pintada de azul.

Esse é o mundo "fictício" de Valkyria Chronicles. Galia é aquela Belgica/Holanda pintada de azul.

A maneira leve como os acontecimentos vão sendo apresentados deve ser muito elogiada, assim como modo divertido que o enredo vai se desenvolvendo, sem, contudo, fazer com que a história fique banalisada. Há momentos de cenas cômicas, outros de cenas tristes, acontecimentos em que se sente raiva de certos personagens, nem sempre do exército inimigo. E os roteiristas até inseriram algumas mitificações sobre um povo lendário (os valkyrur) para dar um ar a mais de historinhas rpgísticas hehe.

A bruxa azul, Selvaria Bles.

A bruxa azul, Selvaria Bles. Uma valkyrur.

Impossível deixar de notar a importância de um game cujo enredo retoma a temática da discriminação, críticas negativas à aristocracia, liberdade, igualdade, e, principalmente, a valoração da vida humana, sem distinção alguma (lembrem, temos um bazuqueiro gay no 7º Batalhão).

Enfim, o game direciona o enredo de modo a fazer com que o jogador pense a respeito desses temas não apenas assistindo, mas participando, o que eleva o grau de envolvimento com esses temas, visto que o jogador é ator, e não mero espectador nessas discussões.

Por fim, em relação aos quesitos técnicos, como gráficos e som, só o que se vê, em relação ao que se vê (ahá!) é que a arte do jogo é muito boa. Resolução máxima de 720p. E, principalmente, o cellshading com um estilo próprio que recria os tanques e uniformes usados na Primeira Guerra Mundial de modo especial, sendo que não se tem arte parecida com a do game nem no mundo dos animes, nem dos videogames, ou, ao menos, eu nunca vi hehehe.

A sonoplastia é marcante, a dublagem foi feita tanto em inglês como em japonês num trabalho admirável, assim como em tantos outros rpg’s japoneses (os caras são mestres mesmo), mas, nada extraordinária no que se refere às músicas que são apenas boas, não chegando ao nível de complexidade melódica (não que eu entenda muita coisa disso hehe) das OST’s de Lost Odyssey e, principalmente, Eternal Sonata, a melhor até agora na opinião de muitos – e não estou falando por causa das músicas do Chopin… O Motoi Sakuraba é quase um Nobuo Uematsu.

Bem, pessoas, é só isso mesmo… Fica a dica para quem tem acesso a um PS3 que jogue este game. Além de muito divertido, também é proveitoso como contribuição à educação de adolescentes visto que o jogo é uma parábola sobre a 2º GM e trata de temas de grande peso na vida social de todo cidadão simpático à democracia.

Obrigado pela atenção e joguem este game! :D

Notas:

Gráficos: 10,0

Som: 9,0

Enredo: 10,0

Jogabiliade: 9,0

Média: 9,5

Quem quiser ver o anime, que é muito bom, diga-se de passagem, nesse blog aqui tem pra baixar:

ht tp:/ /yokaianimes. com/index.php /categoryblog /1325-senjou- no-valkyria. html

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