Disaster: Day of Crisis

Clichê Holywoodiano!

Impacto Profundo? O Dia Depois de Amanhã? Parece um filme clichêzento americano mas não é. Disaster traz tudo que vimos nos filmes de tragédia de uma forma que nunca vimos num game.
E abusaram da dose, o jogo fala de um grupo terrorista revolucionario de um país latino que rouba projetos científicos e ameaça detonar os Estados Unidos caso não cumpra suas exigências. Com direito a Vulcão em Erupção, Terremotos, Tsunâmis, Torregosa, Enchentes, Maremotos entre outras catástrofes.
Você vive um típico herói americano, Ray, um membro de uma equipe de resgate que perde um amigo durante sua perigosa rotina de trabalho, e promete a esse amigo protejer sua irmã.

Não é o Wolverine!

Não é o Wolverine!

Disaster graficamente tem seus altos e baixos, que vai desde um tenso Tsunami engolindo uma ponte de forma cinematográfica até os carros sem graça no meio do caminho, de prédios gigantes desmoronando na sua frente até os carinhas que para resgatar vindo diretamente da geração passada!
No final das contas consegue passar o clima de “é o mundo se acabando!” que o jogo propõe, mas deixando o jogador convicto que precisava bem mais de capricho aos detalhes.

O jogo tem muitos textos durante as conversas com os personagens comuns, ausência de dublagem, nas cut-cenes as dublagens são boas, reforçando o climão de filme de desastres, onde você pode jurar que viu aquele personagem em algum filme, mas nunca em nenhum jogo!
As musicas também fazem o estilo de tensão e perigo, e são bem executadas, durante as fases a trilha sonora é mais branda, dando destaque mesmo aos efeitos sonoros que as vezes são ridiculamente toscos, como andar numa plataforma de metal e ver o “tec tec tec” mal reproduzido que chega a ser feio até para a geração passada!

Ohooooooo! É o mundo se acabando!!!

Ohooooooo! É o mundo se acabando!!!

Mais clima de filme impossível, o jogo parece que te faz decorar um Script e te manda atuar em várias “tomadas”.
E essas “tomadas” são ação no carro, tiroteio e resgate de pessoas com exploração nas fases.

Ação no carro te coloca atrás do volante para perseguições e fugas, é jogado com o wii-mote na horizontal simulando um volante, um botão para freio, outro para acelerador e outro para freio de mão. E a simulação do volante é perfeita, a sensibilidade altamente calibrada e respondendo com fidelidade os seus movimentos, isso em um desafio de pistas… ahm, como eu poderia dizer… acidentadas?… melhor, em processo de degradação, um tsunami querendo te engolir, rochas saltando no seu parabrisas ou descer ribanceira abaixo num morro esburacado. Tudo perfeitamente executado.
Seria ótimo ver um jogo inteiro somente com essa parte!

Depois de todo cagaço, não é uma pistolinha que vai intimida-lo!

Depois de todo cagaço, não é uma pistolinha que vai intimida-lo!

A parte que o tiro come solto é execução em lances com um caminho pré-determinado (vulgo On-Rail), progredindo em etapas, e em cada pausa o jogador tem um lugar para se abrigar dos tiros dos oponentes e só parte para a outra etapa depois que eliminar todos os oponentes da tela. Com o passar do tempo os inimigos comuns passam a ficar repetitivos, a mecânica não evolui muito, apenas nos chefes você encontra desafios inéditos, e esses são bem elaborados, dando um UP no jogo.
Os comandos fluem perfeitamente, usar o pointer para mirar, o direcional para trocar as armas, o B para atirar e o A para dar ZOOM na mira, chacoalhar o Nunchaco para recarregar, mas eu recomendo customizar para o direcional analógico para baixo, fica mais intuitivo simulando o “cão” da arma.

Bota a cara neguim!

Bota a cara neguim!

E a parte de exploração, onde você tem que procurar por feridos para ajudar (você é um herói americano, não se esqueça disso), e de quebra catar uns itens para fazer upgrade e resolver uns puzzles, além de eventuais Quick Time Events pra te fazer suar um pouquinho. Os Puzzles são bem mais ou menos, bem fáceis e “na cara”, mas bacana de ser executado. A parte de exploração tem seus pontos fortes quando vc é surpreendido por alguma catástrofe e é ae que geralmente rolam os QTE.

A parte legal é que esses 3 estilos de jogo são bem mesclados, de uma maneira que não torna o jogo chato ou repetitivo, e deixando mesmo aquele clima de filme!

E para acrescentar conteúdo tem o lance de achar um coroa nas fases, e ele libera treinamento com armas, que liberam novas armas e rendem um bom minigame!

Morra maldito Caixote! Morra!

Morra maldito Caixote! Morra!

A Favor

• Cansou de assistir filmes clichês e gostaria de interagir com um? Essa é a oportunidade!
• A parte de direção é realmente perfeita, merecia um jogo só dela.
• Um novo estilo de jogo que mescla de forma genial outros gêneros.
• Prédios desmoronando, Tsunamis, Vulcões em erupção, Terroristas e muito mais, tudo num jogo só.
• Chefes bem bolados.

Contra

• Falta de capricho em muitos quesitos técnicos que é inadimissível para um jogo da atual geração
• As partes de tiro acabam ficando repetitivas com o tempo
• A parte de exploração merecia mais atenção, o Ray as vezes parece que tá cagado quando anda!

Pra quem curte esse lance de cidades sendo destruídas, se safar de grandes perigos essa é uma boa pedida, lances originais, mas um desleixo infantil que fazem até os menos exigentes ficar de olho torto para alguns quesitos técnicos.

Recomendação: 70%

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