Análise: Valkyria Chronicles

Procure por essa caixinha... Ela vai proporcionar boas horas de jogatina!

Procure por essa caixinha... Ela vai proporcionar boas horas de jogatina!

Apesar de hoje em dia existirem muitos games de guerra, a variedade com que o tema é explorado não é lá muito, como se diz, variável… Enfim, na temática guerra militar, em que o principal objetivo do game é eliminar o inimigo e cumprir a missão, de preferência mirando e atirando desde balas (de chumbo, não de açucar) até bombas no carinha que está com uma roupa de cor diferente, os jogos não “vareiam” muito em seus gêneros, e acabam ficando mais reduzidos a games de estratégia e, principalmente, shooters. É óbvio que existem exemplares de games de guerra que são shooters memoráveis, como Gears of War e Call of Duty, e alguns RTS’s que também são emblemáticos (gastei agora), como Comand & Conquer e Age of Empires, mas, a maioria das guerrinhas não desviam muito desses dois genêros.

Pelo que escrevi, tudo indica que existem algumas exceções. Uma delas é o jogo que será analisado logo abaixo. Seu nome é Valkyria Chronicles, um RPG tático produzido pela Sega.

Bem, Valkyria Chronicles é um jogo complexo, pois junta características de vários gêneros, resultando em algo único. Mistura o sistema de batalha de Worms 3D com evolução de potencialidades e armas, criando um RPG tático em que se mira nos inimigos, ou em tanques de combustível e qualquer outra coisa mais que possa explodir alguém. A jogabilidade do game é muito boa, e é necessário que se conheça bem seus soldados, o terreno e o inimigo, para tirar melhor proveito das situações (alguém lembrou daquele chinês maluco chamado Sun Tzu).

Existem cinco classes guerreiros: Batedores, leves e rápido que têm um campo de visão vasto, podendo ser usados na defesa; Fuzileiros, com uma mobilidade mais reduzida, mas poder de fogo e defesa desenvolvidos, também podendo ser defensores; Bazuqueiros, especialistas em destruir tanques com armamento pesado, o que os deixa lentos e vulneráveis aos batedores, fusileiros e francoatiradores, mas resistentes a explosões, mas somente podendo atacar; Engenheiros, que consertam tanques, desarmam minas e distribuem munição, possuindo ataque e defesa baixos, e também não podem defender; e Francoatiradores, que, são francoatiradores hehe, são frágeis e andam pouco, mas atiram de muito longe e causam um dano bem elevado quando acertam, mas, não defendem. E o tanque chamado Edelweiss, comandado por Ten. Welking e dirigido por Isara, sua irmã.

Este é o 7º Batalhão

Além disso, cada personagem tem traços de personalidade únicos (o Jahn, por exemplo, é homosexual assumido e tem alergia de pólem), amizades com outros membros do 7º Batalhão, e inimizades e preconceitos, como alguns soldados, a exemplo da Rosie, que odeia os darksens.

Ninguém fala mal da escolha de Jahn

Ninguém fala mal da escolha de Jahn

Os mapas onde ocorrem as batalhas são bem diversificados, de acordo com o desenrolar da história da guerra que se passa em vários territórios. Então encontraremos combates na zona rural, em cidades, desertos de dunas e penhascos, sempre com a adcional de aclives, declives, montes e morros, torres, ruinas e superfícies escaláveis com lugares estratégicos para o melhor posicionamento. Esse detalhamento do terreno contribui muito para o jogador montar sua estratégia de modo cuidadoso, colocando cada homem (ou mulher) certo no lugar certo e na hora certa e, como se não bastasse, com a pessoa certa. Tudo isso conta, e deixa Valkyria com um sabor especial para quem gosta de tática e estratégia, ainda mais se, no fim da batalha, você receber uma nota “A” pelo desempenho.

Mapa tático durante as batalha.

Mapa tático durante uma das batalhas.

Um típico darcsen com seu típico xale de darcsen..

Agora, por que eu recomendaria, de todo meu coração, este jogo a todos que sabem ler? É o enredo dele. A história, que é contada como em um livro, onde cada página é um capítulo, é justamente a parte mais interessante desse game, e o torna único.

A trama gira em torno da participação do Tenente Welkin, comandante do 7º Batalhão, e seus grandes feitos na Segunda Guerra Mundial, ops, na Segunda Guerra Européia, de acordo com o game. É claro que o enredo do game é uma paródia sobre os a 2ºGM no que tange seus preceitos básicos, como expancionismo e governos ditatoriais, com direito, inclusive, a “campos de concentração” para a raça dos Darcsens, um povo que não usa kippa, mas usa um xale todo especial e que os indentifica.

Esse é o mundo fictício de Valkyria Chronicles. Galia é aquela Belgica/Holanda pintada de azul.

Esse é o mundo "fictício" de Valkyria Chronicles. Galia é aquela Belgica/Holanda pintada de azul.

A maneira leve como os acontecimentos vão sendo apresentados deve ser muito elogiada, assim como modo divertido que o enredo vai se desenvolvendo, sem, contudo, fazer com que a história fique banalisada. Há momentos de cenas cômicas, outros de cenas tristes, acontecimentos em que se sente raiva de certos personagens, nem sempre do exército inimigo. E os roteiristas até inseriram algumas mitificações sobre um povo lendário (os valkyrur) para dar um ar a mais de historinhas rpgísticas hehe.

A bruxa azul, Selvaria Bles.

A bruxa azul, Selvaria Bles. Uma valkyrur.

Impossível deixar de notar a importância de um game cujo enredo retoma a temática da discriminação, críticas negativas à aristocracia, liberdade, igualdade, e, principalmente, a valoração da vida humana, sem distinção alguma (lembrem, temos um bazuqueiro gay no 7º Batalhão).

Enfim, o game direciona o enredo de modo a fazer com que o jogador pense a respeito desses temas não apenas assistindo, mas participando, o que eleva o grau de envolvimento com esses temas, visto que o jogador é ator, e não mero espectador nessas discussões.

Por fim, em relação aos quesitos técnicos, como gráficos e som, só o que se vê, em relação ao que se vê (ahá!) é que a arte do jogo é muito boa. Resolução máxima de 720p. E, principalmente, o cellshading com um estilo próprio que recria os tanques e uniformes usados na Primeira Guerra Mundial de modo especial, sendo que não se tem arte parecida com a do game nem no mundo dos animes, nem dos videogames, ou, ao menos, eu nunca vi hehehe.

A sonoplastia é marcante, a dublagem foi feita tanto em inglês como em japonês num trabalho admirável, assim como em tantos outros rpg’s japoneses (os caras são mestres mesmo), mas, nada extraordinária no que se refere às músicas que são apenas boas, não chegando ao nível de complexidade melódica (não que eu entenda muita coisa disso hehe) das OST’s de Lost Odyssey e, principalmente, Eternal Sonata, a melhor até agora na opinião de muitos – e não estou falando por causa das músicas do Chopin… O Motoi Sakuraba é quase um Nobuo Uematsu.

Bem, pessoas, é só isso mesmo… Fica a dica para quem tem acesso a um PS3 que jogue este game. Além de muito divertido, também é proveitoso como contribuição à educação de adolescentes visto que o jogo é uma parábola sobre a 2º GM e trata de temas de grande peso na vida social de todo cidadão simpático à democracia.

Obrigado pela atenção e joguem este game!😀

Notas:

Gráficos: 10,0

Som: 9,0

Enredo: 10,0

Jogabiliade: 9,0

Média: 9,5

Quem quiser ver o anime, que é muito bom, diga-se de passagem, nesse blog aqui tem pra baixar:

ht tp:/ /yokaianimes. com/index.php /categoryblog /1325-senjou- no-valkyria. html

Tirem os espaços.

2 respostas para Análise: Valkyria Chronicles

  1. arenablogamer disse:

    How! Muito bom o TEXTo, bem escrito. O jogo infelizmente não tenho como conferir no momento! PS3 fica difícil pramim!

  2. Ricardo disse:

    Review nota 10 ! Explicou muito bem como funciona o jogo. É uma pena um jogo tão bom ser tão ignorado …

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: